Faces pulsando quadriculadas pelos lasers vermelhos, verdes e azuis. Surtos de luz branca e muito forte, rápida e insana. Batidas graves, levemente distorcidas pela insuficiente capacidade das caixas de som instaladas à altura do teto, anexadas às paredes: pequenos buracos negros estendendo-se abaixo da superfície espelhada que pairava sobre dezenas de cabeças coloridas por anilina. Por cima da lombada onde se sustentava um palco de não mais de quatro metros de comprimento, minguava a figura de um DJ detrás do notebook cuspindo fios negros conectados a novas saídas de áudio crescidas do chão. A bargirl enlouquecida pelo substituto indiano de LSD deixou cair três garrafas que lhe serviam de complemento ao malabarismo: a vaia urrada não conseguiu sobrepor o remix de Electrohead, da Combichrist.
It’s all clear! It’s all clear! All the way to the core!
Em três círculos dissolvidos entre si, o clube se formava abaixo de uma galeria de lojas no andar térreo, seguida dos escritórios que subiam até o topo do arranha-céu empresarial. O primeiro cômodo e de tamanho mediano arredondava-se comprimindo pares de pernas inquietas, esfregando-se entre o couro e o vinil, a pelúcia das polainas cybergoth. Nos cantos, imprensados pela massa, amassavam-se casais embebidos pelo líquido fumegante em gelo seco e luminoso em LED. O copo em miniatura de tanque de substância radioativa caiu translúcido e recortado no chão de metal rabiscado por saltos e solas de titânio.A mão em látex vermelho descia pela curva embrulhada em veludo negro. Os tubos sanfonados em plástico chacoalhavam-se sobre ombros cobertos por tule verde. Os espetos do moicano roxo oscilavam aos golpes de cabeça, aos socos depositados no ar que restava na pista seguida de um hall também redondo, mas plastificado em preto. O chão, construído em vidro, separava os pés dos clubbers das telas LCD em que caleidoscópios se multiplicavam, reproduzidos no teto brilhante. Alheia às luzes coloridas da pista, a sala encorpava-se com sofás de couro vermelho onde pessoas dormiam, vomitavam e transavam.
Os cabelos anis espalhavam-se pelo couro úmido em água fria aquecida pelo tempo. Grudados à face em transpiração, cobriam parte da testa, enroscando-se na boca em que vestígios de batom amarelo permaneciam. A umidade da face se devia a bad trip em que se metera ao optar pelo análogo de alucinógeno mais barato vendido por Ghoost, uma fisioculturista expulsa do exército por tráfico de implantes. Mas também vinha da garrafa de água despejada por um anônimo. Lembrava-se da figura esguia, morena de cabelos compridos, colorida demais e iluminada demais para ser real: mas o líquido derramado por suas mãos repercutira-se em tremor, em uma gélida sensação de frio intenso.
We’re all electroheads! I love electroheads!
O despertar veio com o sufoco: a boca bem aberta excitou os pulmões fragilizados pela baixa absorção de oxigênio. Sentindo-se molhada da cabeça aos pés, agarrou-se ao sofá, tocando o braço do móvel feito de plástico, mas o resto sendo só cabelo pink de uma garota que a olhou com ódio. Passou os dedos entortados por estalos pelos olhos. Acresceu o círculo negro de maquiagem borrada pelas olheiras que lhe afundavam os orbes. A orelha ardia em calor. Ela levou a mão trêmula e rápida ao soquete anexado à região auricular, mais precisamente com suas raízes de silício enfiadas entre o sistema nervoso, caminhando até chegar no implante anexado ao cérebro. Nada fora do lugar.
Testou a língua, sentindo-a seca, ainda que pegajosa. O gosto azedo de álcool fermentado entre os dentes foi mandado garganta abaixo. Ajeitou a regata preta por cima da barriga murcha, levantando a alça do sutiã. Pôs-se em pé sobre os coturnos pretos de cano alto, com a imprecisão que lhe forçou a sustentação pela parede. O antebraço antes do ombro, o maxilar antes da nuca, a tontura antes da dor. Sentiu que um segundo corpo vindo da pista a impulsionava para a frente, levando-a consigo sem estar ciente disso. Engatou os passos entortados e encolhidos pelo vai-e-vem desordenado de pessoas com copos cheios e vazios, cigarros acesos e apagados – alguém cessou a brasa em suas costas, entre fios de cabelos, mas não chegou a sentir nada senão uma coceira mal acalmada pelas unhas roídas.
Pretty pictures like you! Pretty pictures like you! You! You! You!
O próximo ambiente era claro demais, iluminado em verde limão. Mais vazio e menos confuso, os olhos observavam a anormalidade com crítica e adoração. Uma serpente azulada enroscava-se nos pilares de vidro em que a água iluminada em vermelho subia e descia, borbulhante. Primeiro ali pôs as mãos, depois sentiu o nariz pesar tanto quanto o queixo. Beijou a pilastra com o mesmo gosto que a respiração esfumaçou a superfície transparente. A face distorcia-se conforme as narinas cresciam pressionadas, descendo enquanto os joelhos tornavam-se novo ponto de apoio. Os dedos ali deram um último impulso que pareceu valer a pena, se não fosse para levar em conta os dois seguranças idênticos, negros de olhos cinzas, que a carregaram dali até a porta giratória.
Os que ainda estavam na fila a olharam com um riso ainda sóbrio de vinho barato. Lábios pretos e azul marinho brilhavam em glitter e gargalhadas. Os comentários foram interrompidos por gritos agudos de quando o equilíbrio da atração se tornou escasso e o corpo finalmente se rendeu ao chão. O granulado da calçada velha rasgou-lhe os joelhos nus, os cotovelos ossudos e os ombros, que impediram os dentes de se espalhar no chão, junto do sangue. Por um tempo, ficou ali estirada, vendo a correnteza da sarjeta descer a ladeira, enfeitiçada pelo bueiro de grades adornadas por limo e papel de campanha política molhado.
It's all clear! Crystal-clear! All the way to the core!
Enquanto a batida eletrônica era sufocada pelas portas controladas pelos mesmos seguranças, passos rápidos na descida estalavam ao som metálico de coturnos e correntes anexadas ao passador das calças. Os rostos parcialmente cobertos por lenços adornados por um crânio sorridente demonstravam ódio nas sobrancelhas arqueadas e no cenho distorcido – mas os gritos agudos e prolongados como um uivo remetiam prazer. Uma mão remexia no céu com seus dedos fechados e sujos de fuligem ou mesmo sangue. A outra, também erguida, carregava uma 12 vomitando tiros ao ar. Mais gritos e uma garota de saia plissada e cabeça raspada ia descendo com um rádio no ombro: uma música marcial remixada com tons de sintetizador e bateria virtual.
Levantou-se do chão apoiando-se no joelho. Sentada, ficou assistindo à passeata de pelo menos dez rivetheads ladeira abaixo. Mais ao longe, avistou uma barricada feita por carros velhos, mas que, provavelmente, ainda andavam. “Eins, dwei, drei, vier”, eles repetiam junto à canção ecoada pela rua. Algumas pessoas da fila observavam a movimentação, outras já haviam desistido, percebendo que por detrás dos carros amontoados havia uma multidão de neohippies erguendo placas de plástico biodegradável, pedindo por paz e punição aos rivetheads. Um megafone nascia do meio das cabeças cabeludas:
_Seus filhos podem ser as próximas vítimas! Eles seqüestram pessoas para depois brincar de tortura com elas. E pior, minha gente: um dia checando seu e-mail, é bem capaz de receber um vídeo de sua própria filha sendo estuprada e mutilada por esses monstros! – a garota de pele morena e cabelos rastafári urrava aos prantos, levantando uma foto amassada de alguém com traços faciais semelhantes aos dela – Foi isso que aconteceu comigo, com a minha irmã!
Cabecinhas balzaquianas e de cabelos brancos coloridos em lilás nasciam da janela dos cortiços. As mãos gordinhas das vovós cobriam os olhos arregalados das crianças que ainda mantinham na cabeça o capacete de realidade virtual Nimdento.
_Vai te fuder, vadia! Se foi com a sua irmã, da próxima vez vai ser com você. – um dos rivetheads gritou, arrancando com os dentes a trava da granada. Conforme o explosivo traçou sua trajetória rumo ao ninho de manifestantes neohippies, um segundo rivet assoviou imitando o som da queda de uma bomba.
Berros agudos anteciparam o barulho da explosão que levantou uma nuvem de fumaça e fogo por cima dos carros. O cheiro de maconha foi substituído pelas faíscas acesas que escapavam dos automóveis. Eles recuavam, mas o megafone continuava eufórico, desprezando a garganta desesperada de um manifestante em chamas:
_Vêem? Essas são as crias da sociedade e não há um maldito candidato nesse ano de eleições que trate do assunto. Saúde, saúde! Como nosso povo vai ter saúde se nem dos terroristas conseguimos nos salvar para vivermos saudáveis?!
Um rivethead de cabelos compridos e loiros, presos conforme a nuca raspada aparecia no penteado, carregava uma câmera portátil frente ao olho. Filmava tudo: tentava se aproximar o máximo possível, escondendo-se entre os postes de fiação elétrica, por detrás das caçambas de lixo. Aos poucos, ele conseguia captar o nervosismo daqueles vinte neohippies que não traziam armas senão panfletos que espalhavam por todo asfalto, unindo-se aos santinhos sorridentes de candidatos à presidência e demais cargos.
Duas meninas de cabelos curtos e braços tatuados jogaram mais três molotov em direção aos neohippies, berrando com suas vozes agudas e estridentes antes de cair na gargalhada e no abraço. O calor e a tensão faziam os rostos femininos se umedecerem em transpiração. Os tracejados negros de camuflagem militar distorciam-se nas bochechas ossudas de crianças de 14 anos.
Ainda em frente ao clube, percebia que a catraca não deixava de rodar, deixando mais gente entrar, esperando mais gente entrar e chegar. Em pé, foi se apoiando nas fachadas dos prédios esguios e apertados em quarteirões estreitos. Agachava-se a cada tiro e explosão – a música dos rivetheads atiçando sua adrenalina. Não sabia o motivo, mas sentia o abdômen se remexer numa vontade de riso que morria nos lábios pressionados. Aos poucos, ela se aproximava do homem que acompanhava tudo com sua câmera. Sentada atrás de um latão de lixo feito de alumínio, apertou o antebraço, fazendo dois pontos azuis nascerem debaixo de sua pele pálida. Fechou os olhos a tempo de escurecer a vista e deparar-se com um painel em neon amarelo desenhando à sua vista composta pela parte superior da rua, onde a fila para o clube se minguava. “Procurar dispositivos online”. Sabia que a filmadora estaria fazendo streaming.
O sorriso de satisfação se repercutiu na tentativa de invadir o firmware do equipamento. Mais um pouco e o keybreaker decodificava a senha criptografada. O cronômetro formado na visão periférica oscilava, pedindo mais três segundos. “Entrada liberada”. Trouxe de seu HD cerebral um arquivo em vídeo de duas crianças africanas raquíticas brincando com carrinhos americanos da Rodwheelies. Demorou para que o loiro percebesse que do próprio equipamento, reproduzindo-se no visor e escapando pelos orifícios de som da câmera vinha o canto da dupla ugandense.
_Que porra é essa? – afastou a filmadora do rosto, assistindo às cabecinhas negras e brilhantes remexendo-se enquanto os lábios tremiam, forjando barulho de caminhonetes saindo de miniaturas de Ferrari. O slogan crescia: “Rodwheelies: levando a diversão para todos os lugares”.
A garota ainda rindo levantou-se descuidada por detrás da lata de lixo, terminando a conexão pouco depois de seu apagador de traços concluir a tarefa de limpeza de histórico na máquina. Um rivethead gritou, erguendo seu celular como querendo dizer que a transmissão havia parado. O loiro rangeu os dentes, percebendo a movimentação de cabelos azuis mais à frente, na esquina.
_Filha da puta! – largou a câmera no chão, pegando impulso para correr até a figura esguia da hacker, que espalhava seu riso pela ruela onde havia se metido.
Dos bueiros subiam nuvens de fumaça e gritos de moradores de esgoto. Os coturnos se fincavam no asfalto numa perseguição que cada vez mais chegava ao fim: o homem facilmente alcançava a figura esquelética que, de tanto rir, perdia o fôlego e a capacidade de correr. A frente tornou-se grade de arame espaçada o suficiente para caber a ponta de seus pés. Agarrou-se nela como uma aranha, tentando escalar a parede metálica quando, subitamente, mãos grandes a tomaram pela cintura e a despejaram contra o chão. O coturno de sola de alumínio pressionava seu rosto contra o chão sujo de chorume.
_Tá se achando muito esperta hein, hackerzinha de merda?
_Seu corno. – disse com dificuldade, a bochecha esmagada pelo calçado dele, os lábios unindo-se e se distorcendo ao longo de seu perfil.
O rivethead afastou o pé, tomando-a pelo cabelo conforme a queira de joelhos, então levantada. Trouxe-a em posição vertical a partir dos braços finos e molhados de líquido negro.
_Você só pode ter muita merda nessa cabeça. Ou droga. E silício.
_Tá ficando esperto. – riu, apontando o dedo para ele, parabenizando-o antes de ter sua cabeça jogada para a direita com um soco – Hm, que forte. – remexeu a boca, o gosto de sangue nascendo e transbordando pelo canto dos lábios.
_Acho bom parar de palhaçada. Você sabe muito bem no que pode dar. – os olhos azuis dele, muito claros, minguavam-se em órbitas contraídas. Pupilas minúsculas que conferiam um jeito paranóico.
_Ah é, né. Mas cadê a câmera, pra depois poder contar para os amigos?
O rivethead oscilou, mas de dentro do bolso traseiro da calça, retirou um celular.
_Hm. – sabia que era bem capaz que um deles desistisse da vítima caso não tivesse uma filmadora para registrar o ato, mas, sendo que este tinha...
Ele a jogou contra a grade, onde os dedos de unhas pretas se enfiaram, encontrando apoio para os joelhos retorcidos em desequilíbrio. O loiro deixou o aparelho num dos bolsos do casaco de couro, fazendo com que a câmera permanecesse do lado de fora. De dentro da jaqueta, tirou uma faca pequena, mas brilhante. As lentes mal captavam o rosto dela, limitando-se ao tremor dos movimentos do rivethead. A lâmina corria pelo polegar dele antes de acariciar a pele pálida do pescoço da garota.
_Você deve achar isso bem excitante. – ela comentou, olhando ora para a arma, ora para o rosto magro e andrógino do rapaz que reforçava sua virilidade a partir do comportamento. A aparência lhe fragilizava.
Não houve resposta.
_Eu vi que nas cenas de estupro, vocês só mostram o rosto da vítima no fim do filme. É tipo uma técnica comercial do cinema pornográfico?
Ele queria que ela se calasse enquanto fazia seu trabalho, aumentando o decote de sua camiseta preta. O tecido podre rasgava-se só de sentir a faca.
_E que também marcam o corpo delas, como um autógrafo na obra.
O sutiã igualmente preto tinha alças de tecido opaco e bojo de vinil. Os peitos dela eram pequenos, mas o rivethead achava que dariam para o gasto, naquela filmagem. A faca passou por detrás da costura de união da roupa íntima, desvencilhando suas partes simétricas.
_Um dia, uma delas resolveu procurar a polícia para contar o que lhe havia acontecido.
A ponta da faca tracejava um machucado superficial pelo abdômen da garota. A linha que unia o botão da saia ao tecido foi desfeita pela lâmina, bem como o zíper desceu com a ajuda de mãos pálidas e cheias de cicatrizes.
_Mas o oficial era um de vocês e acabou a levando para os fundos da delegacia, onde uma nova gravação foi feita.
A calcinha de cetim preto permitia que a saia deslizasse mais rápido pelos quadris ossudos, facilitando o serviço do rivethead.
_Vocês venderam aquilo a um preço absurdo. Mas foi um sucesso. Rendeu uma boa festa na cobertura dos Adams, donos de uma boa parte das empresas Yamato-Grossberg.
Ele a pôs de costas, fazendo a grade se remexer com o impacto do corpo. Puxava-a pelo cabelo, trazendo sua cabeça para trás enquanto ela se segurava nos filetes de metal.
_Mas eu me pergunto agora... Como é que vocês nunca foderam com um masoquista filha da puta? Essa vida é realmente muito injusta.
Irritado, o rivethead retirou do bolso do casaco o celular e o jogou sobre os sacos pretos de lixo.
_Então é você, Lynx. – a voz tornou-se mais grave conforme o murmúrio despejou a respiração quente contra o ouvido dela. Ambos sorriam, confidentes.
Ela se voltou de frente para ele, erguendo os braços enquanto ainda se segurava ao arame. Ergueu um pé após o outro, deixando a saia afundar numa poça de chuva que se formara na falha da calçada. Uniu as mãos acima da cabeça, entrelaçando os dedos enquanto os punhos do rivethead metiam os dedos entre os espaços formados pelos fios de ferro.
_Eu deveria te matar ou te entregar para os outros. Mas você sabe o que eu quero fazer.
Ela meneou a cabeça, baixando o queixo conforme o loiro automaticamente se aproximava dela, de pálpebras pesadas. Os cílios compridos baixando enquanto a maquiagem preta dela transparecia pelos olhos semicerrados. A proximidade se tornou tanta que foi fácil levantar o joelho com rapidez, atingindo-lhe entre as pernas, onde a sensibilidade excitada se transformou em um berro de agonia. Desvencilhou-se dos braços dele, pisoteando os focos úmidos de chuva e sujeira enquanto partia em direção à esquina onde a perseguição havia começado.
Um tiro ecoou pela ruela, silenciando os passos de coturno. O corpo magro caiu pesado sobre o chão úmido e áspero.
O texto esta confuso e exacerbado de ambientação, o que não é necessariamente ruim, porém a historia, a cena na verdade, é bem interessante, cinematografica, e causa a impressão de que a Lynx morre, mas acho improvavel.
ResponderExcluirA proposito eu li o "Dies Irae" e com ele eu entendi o por que acha tão ruim alguns de seus textos, tenho a impressão de que você prima por uma escrita tecnica, com ritmo e vocabulario ideal, mesmo que a historia em sí não seja excepcional, como este conto que se resume em uma cena e não em uma pequena trama, mas traz uma bagagem de ambientação e um ritmo bastante envolventes. Logo os contos seus com uma escrita mediana, um tanto falha para o "estilo" mas com uma historia muito boa não te agrada tanto. Suposição minha
Acho que me prolonguei exageradamente, culpa do ócio, de qualquer forma o conto é bastante bom e me deu ideia das origens da personagem, faz muito mais sentido agora.
É verdade essa sua suposição. Acho que fiquei com essa paranóia depois de conversar com meu professor de redação... ele me disse que as histórias perecem, que é a língua/forma que fica.
ResponderExcluirSe for pra ficar sem rebuscar, eu prefiro pensar num roteiro de filme hauahuah
Gostei muito!
ResponderExcluirPrincipalmente porque tem o que chamo de "elemento sujeira", que dá um ar mais realista à história.
Muito bom mesmo!
ps.: Tem um que de Laibach lá pelo meio do texto, não? hehehe...