As mãos abertas escorriam pelas paredes do corredor, avermelhando-se no atrito. Não teimava. Na cama, tinha os joelhos frente ao corpo para abraçar e as pelúcias para circundá-la – uma barricada de olhos plásticos e focinhos felpudos. O quarto preenchia-se de azul escuro, envolvido pelo som dos grilos, pela luz dos relâmpagos. Pensava estar bem, sentia-se satisfeita. Até que um inseto lhe picou nas idéias, provocando o eriçamento de seus braços e pernas: o movimento da rala penugem recém nascida, ainda tão clara quanto os cabelos desgrenhados pelo cochilo.
Levantou-se com os pés silenciados por meias de algodão. Cruzou o corredor entre quartos para encontrar a porta entreaberta, como nunca antes. Ali havia luz do abajur e um ruído pegajoso. Da fresta brotaram olhos arregalados pelo breu: descobria-se uma face masculina, colorida em amarelo. As pálpebras pesadas não o permitia encontrar a fantasmagoria da criança ao pé da porta, de soslaio no lusco-fusco da zona proibida e do espaço que lhe cabia. Pelo peito sob a camisa de botões abertos, descia um caminho líquido interrompido por longos fios de cabelo – a mãe. A boca da mulher salivava à secura da infante. Isoladas, ainda que simultâneas. Olhos grandes e fascinados, olhos pequenos e fechados. A cena se desfez numa fuga assombrada, de volta para o quarto. Ela se trancou, já que os outros não o faziam.
De manhã, a escassez de palavras voltava com uma normalidade tão reforçada, que parecia assim ser mais confortável. Não incomodava à mãe e filha os minutos em silêncio, antes da caminhada para a escola. De vez em quando, a garota, que respondia à chamada como Hélene, media as horas da aula pelo caminho do sol através das janelas da classe. Certos dias, permitia que o astro fosse embora primeiro, para então partir. Em dois meses intercalados por dias de quietude e dias de visita e portas fechadas, nunca a coincidência presenteou a criança com sua chegada simultânea à do homem sem rosto. Aquela era sua chance de vê-lo além dos vultos por trás do tecido, pelos vultos da luz baixa do abajur.
Da esquina à caixa de correio, o eco dos sapatos dele regeram o ritmo da respiração dela. Tranqüilos, detentores de um delicado porte, os passos masculinos vinham junto às mãos que carregavam um ramalhete de rosas vermelhas. Quando próximos, encararam-se como um homem alto de aparência rude e uma esguia garota loira que cursava a quinta série o fariam. Ela o descobriu em tons anis do ocaso mal caído, tendo-o como aquele que avistou na madrugada anterior. Os mesmos maxilares que lhe reforçavam o rosto afinavam-se num queixo perturbado. Pequena diante de suas longas pernas, assistiu à inércia dele se desfazer no caminho até a porta de casa. Ela preferiu entrar pelos fundos, não se fazer percebida. Comeu alguns biscoitos e foi à cama, onde a formação de seu exército peludo não havia se desfeito.
Naquela noite, não precisou conferir o fecho da porta do quarto da mãe – porque as chaves ressoaram alto o suficiente para o clique ser percebido até mesmo por debaixo das cobertas. Acabou adormecendo frente ao cansaço acumulado durante o dia, mas teve o sono interrompido ao sentir o toque da garoa contra o chão de terra, quando se remexeram dedos nas teclas velhas do piano de calda herdado da avó. A música bem dedilhada recheava a sala até as notas escaparem pelo corredor, inundando o quarto infantil com uma melodia cruel e assustadora. Como serpente encantada, Hélene cedeu aos sustenidos que salpicavam os acordes prolongados pelo pedal. Encontrou o cômodo tremulando à luz de velas parcialmente consumidas. Vislumbrou as costas do homem de camisa branca, os punhos bem fechados à altura das mãos vigorosas. Cabelos negros e lisos caindo até pouco abaixo dos ombros largos.
Caminhou até alcançar o corpo do instrumento fechado, onde apoiou os braços – sobre a madeira preta e luminosa. Contemplou o pianista por alguns minutos, ignorando o cansaço das pernas. Até a cabeça pesar. Admirava-o numa curiosidade sonâmbula, de movimentos pesados e irredutíveis: o clarão da vela detalhando as feições de um homem aparentemente com mais de quarenta anos de idade, cabelos bem penteados acima da testa longa, mechas brancas nascendo das têmporas, dissolvendo-se no tom escuro dos fios. Tinha os olhos claros, numa tonalidade translúcida na gama dos castanhos, mas não se dissolviam à luminescência da chama. Bem comprimidas, as íris se escondiam do imponente nariz afiado.
Enquanto Hélene adormecia de olhos abertos, ele sorria sem forçar os músculos dos lábios. A imagem viril não voltou quando o sono se desfez num piscar dentre o sonho e o fato. Era manhã e os joelhos ardiam em cansaço, vacilando até o corpo buscar sustento na banqueta. Atordoada pelo susto, baixou a testa sobre as teclas do piano: o som cresceu das cordas num degradé desafinado. Quando retomado o equilíbrio, encontrou um botão de rosa rubra frente à partitura de Chopin. Assumiu que era dela. Quis cuidar da planta pondo-a num copo d’água.
Como não retornou à casa a figura estranha que afastava da mãe o medo de solidão, Hélene assumiu que o retorno se daria quando a rosa desabrochasse, amadurecesse. Mas os dias provaram que as pétalas enegreciam, ressecando-se até caírem todas, uma por vez. Por ela, o tempo brincou de bem-me-quer. E naquela dúvida sufocante, transformou um final de sexta-feira numa sentinela sobre o parapeito da janela. Convencia-se sentir a chegada, o tremor da calçada, a agitação do sangue, o calor das bochechas. Inventava a sensação de presença, a troca de calor no contato, mas o vento da noite fria sem mãe só lhe recitava versos sobre desilusão.
Mas, no vai e vem da brisa, os cabelos se ergueram como se mãos invisíveis a acariciassem naquele torpor. Dedos macios correram frios pelos ombros nus de camisola, pelos ossos salientes até alcançar a fina carne do pescoço, da nuca. A carícia embalando-a, encaminhando-a a um delírio de sufoco e peito apertado. Dos braços ao sofá, permaneceu no colo daquele que ainda a afagava – no rosto, entre os cabelos. A figura paterna a olhava desfazer-se em loucura de cílios inquietos. O corpo reagia incontido.
As duas mãos dela foram comprimidas dentro das dele, trazidas ao rosto pálido, onde seriam beijadas por lábios finos. Hélene agarrava-se ao antebraço do homem, como se fosse aquele seu único vestígio de realidade. Mas ele a recusava, com a sutileza de não espantá-la da alucinação. Com os próprios dentes, firmou uma fenda no pulso. O braço alvo vertia em rubor liquefeito. Pô-lo sobre a face da criança, deixando o fluido respingar, no rosto dela, a cor. Os dedos da garota tocaram a ferida, delineando a descida do escarlate. Num ímpeto de emoções alheias ao seu corpo, tomou impulso até se pôr sentada, agarrando-lhe o braço até ter pela língua o deslize rubi do sangue.
Bastaram alguns segundos até a fonte do peculiar alimento cessar o jorro, fechando-se à cicatrização. Hélene parecia desapontada, embora satisfeita, remexia as orbes por baixo de pálpebras caídas. Permaneceu catatônica por momentos que serviram ao homem como tempo de contemplação. Ajeitava-lhe os cabelos loiros atrás das orelhas rosadas, limpava-lhe a boca com um lenço de seda. Quando de volta a si, ela tinha o arrepio do fascínio a lhe tomar numa asfixia inédita. Olhava-o curiosa, as mãos descobrindo a textura leve da face máscula. Era belo e tenebroso: escondia na boa aparência um monstro que se prendia num resmungo faminto. E mesmo assim, em seu ombro achou conforto para o rosto, tendo adormecido até encontrar-se sozinha, num outro dia, no sofá de casa.
* * *
Nas outras vezes em que retornava, o homem não mais era recebido pela mãe, mas pelas mãozinhas a deslizar na maçaneta lustrosa da porta de entrada. Num sorriso por detrás do indicador, pedia-lhe silêncio e segredo, demorando não mais que quarenta minutos para alimentar os desejos da mãe, fazendo-a adormecida na cama que não mais compartilhavam. As horas após a meia noite não eram mais suas. Tornaram-se momentos de pouca luz e nenhuma palavra. Horas perdidas numa sala vista às silhuetas das velas.
Sentado na poltrona, acomodava um pé sobre o joelho oposto, a mão a deslizar pela face. Assistia à sua pequena lebre correndo em volta do sofá, descobrindo-se veloz e incansável. Dotava-se de uma beleza indizível, ainda que muito própria à criança que era. Sorria com seus dentes arredondados como pérolas, colhendo as grandes mãos dele, remexendo-as numa troca de olhares silentes: entendiam-se no oco, ouviam-se na imaginação.
Afiada, a arcada dentária do homem reluzia enérgica num sorriso a transbordar maus pensamentos. A cabeça da criança repousava em seu colo, bem como os cabelos se enroscavam os dedos grandes dele. Contava-lhe histórias de cavalaria, ainda que no íntimo ecoassem os gritos agudos da pequena colidindo com o som das entranhas se rasgando à força de suas mãos. Tinha de novo o vigor, a excitação guardada no peito morto há tanto. Tinha pressa, tinha rituais: aguardaria o décimo terceiro aniversário da garota, impedindo-a, no entanto, de sorvê-lo nas noites – de modo a não lhe conservar uma criança.
Mas Hélene sofria, regurgitava as desgostosas refeições da mãe, debatia-se, mutilava-se. Havia abandonado o estágio da fixação, do desejo reprimido pela infantilidade. Ainda o enxergava tão belo quanto o era, mas era dele uma serva, um ébrio resignado aos delírios de sua ambrosia. Comovido pela tendência auto-destrutiva da pequena, oferecia-lhe conforto e sangue, acalentando-a num cochilo gostoso, prolongado até o tempo em que as pernas deveriam lhe pôr de volta à penumbra que lhe era própria.
E como se não tivesse bastado toda a semana conflituosa de desespero e obsessão, Hélene mostrou-se mais enérgica do que nunca, ensandecida pelos segredos do mestre em fazê-la matura antes de verdadeiramente a tê-la. Foi surpreendido às teclas do piano pela figura trágica da criança disforme de curvas e recheios a apresentar-se em apenas pele e cabelos. Recostada ao batente do corredor, tinha os cabelos molhados pelo banho recém tomado, os pêlos dos braços arrepiados pelo frio a lhe ressecar, ainda que a boca permanecesse umedecida de saliva.
O homem interrompeu a canção num berro de teclas. Envolveu-se em insanidade. Levantou-se deixando a banqueta cair, aproximou-se em passos ferinos, agarrou-a pelos cabelos. Fez com que Hélene crescesse à sua altura, obrigando-a a reproduzir gritos de dor e medo como jamais o fizera. Os fios loiros rompendo-se em volta dos dedos. Com instabilidade entre as garras, o homem preferiu tomar a garota pelo pescoço, arremessando-a contra o chão de carpete. Não media força, não ouvia os soluços de um choro doído e confundindo na respiração difícil.
De joelhos, alcançou-a em seu pescoço, mordendo-o com a brutalidade de um jejum de vinte luas. Segurava-a de braços abertos contra o chão, crucificando-a abaixo do próprio corpo umedecido pelo calor da ansiedade. A quaresma finalizava-se adiantada, cessando as privações, estancando a gula. Sorvia o sangue da garota conforme o corpo minúsculo se retorcia: os joelhos contorcendo-se, as unhas das mãos soltando-se ao furor das garras. Perdia força à medida que a vida se extinguia: entregava-se à morte encerrada no estômago. O predador selava a presa e, em seu brutal serviço, deixava escapar pelo corpo a marca da vitalidade extinta.
Não contente com o fim do líquido e da pessoa, sugou-a pelo pulso, abocanhando-a numa refeição que tinha gosto de espírito e indignidade. Tinha mais fome conforme esta mais se encerrava. A obsessão lhe obrigou a esquartejar o corpo inerte, tomando os pedaços para sugar as últimas gotas viscosas. Sentia na cabeça a pressão do frenesi, o imaculado prazer de tirar de si a vontade. A garganta finalmente formando o estalido das cordas vocais: precisava gritar, precisava rir e expelir aquilo que supera os superlativos.
Quando pensava, diante dos pedaços de criança, ter terminado sua madrugada, foi surpreendido por mãos crescidas da mesma matéria que compõe as sombras. Dedos decepados, nascidos do seu próprio vulto, prendiam-no no chão sujo de vergonha e vísceras. Dos cantos da sala, humanóides anciãos ergueram-se corcundas em olhares brilhantes de ódio e soberania. São quatro corpos que fomentam um enxame esfumaçado de olhos, aos milhares. Julgam-lhe as vítimas, numa nuvem de rostos cadavéricos, esmagando-se num limbo de corpos entrelaçados, relutando-se a chegar ao topo. Como uma colméia perturbada, os insetos nebulosos organizam-se afunilados às narinas e boca do réu. Penetram-no até desfazer seus tendões: ao chão, paralítico.
Desobediente à própria Ordem, estava subjugado ao quadrilátero da casa suburbana, onde os berros da mãe revelavam o paradeiro de uma carniçal. Transpirava ainda, as vestes fundindo-se com a pele. Ouvia da vibração no piso os passos e os golpes desferidos contra a mulher no quarto. A vida extinta em segundos laminados. Não sentia necessariamente apego pela vítima, mas sim às punições dos ancestrais – que já lhe cuspiam regras e mandamentos.
Sem defesa, fora arrastado por uma força invisível que o fizera ascender ao céu colorido em lilás. Nascia o dia novo, acima das casas do bairro – morria o monstro velho, abaixo do universo. A cor fria aquecia-se em raios de sol: o astro remexendo-se à medida que as nuvens falhavam. Como doença, a luz o comia por dentro, marcando-o como a sarna, perturbando a alvura de sua pele com chagas desfeitas em fumaça. Os membros firmes perdiam sua natureza humana, tornando-se formas de cinzas. Aos golpes do vento, desfaziam-se como as pétalas da rosa: enegrecidas, frágeis, caídas. Do berro dele restou o chamado da águia, que se perdeu rumo às montanhas.
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Nota: esse é meu primeiro conto sobre vampiros EVER, então... paciência
Me lembrou Louis ao se alimentar da Cláudia em Entrevista com o vampiro... Com a diferença que desta não sobrou muita coisa... Para um primeiro conto (ever) sobre vampiros, ficou bem atraente, a linguagem rebuscada emprestando um classicismo a mais para o texto *-*
ResponderExcluirQue venham outros sobre vampiros e o que mais tiver.
beijos ;*
Ah isso sim que é um conto de vampiro! :)
ResponderExcluirGostei. Confesso que as vezes tenho um pouco de dificuldade pra acompanhar seus contos aqui do blog, mas mas por ler no PC mesmo e serem relativamente longos e não questão de narrativa.
Espero voltar pra ler mais em breve! Inté o/
Eu entendo... é uma bosta ler no pc mesmo ahuahua.. tem que adquirir costume. Mas que bom que gostou!
ResponderExcluirGostei muito. É bonito e vívido. Parabéns *_*
ResponderExcluirValeu Roberto e também Blyef (que já agradeci no Twitter) *_*
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirMuito tempo depois retorna com mais um conto, em uma tematica diferente e até estranha, um tema tão "na moda" e vulneravel a pre-julgamentos que acaba por afastar até escritores consagrados (como algum escritor, acho que foi o Gaiman ou o King, que declarou que não ira escrever sobre vampiros, no Twitter). O que posso dizer sobre sua empreitada é que, comparado aos outros contos, esta ruim. O texto esta pouco fluido, um tanto sem ritmo, apresenta um vocabulario aproximado ao Dracula, de Bran Stoker, porem o texto esta mais nos moldes das cronicas vampirescas da Ricce, e a combinação não ficou muito palatavel tornando um texto pesado.
ResponderExcluirNão que a qualidade depende de escrever como um ou outro escritor, mas, o modo como você escreve não se aplica bem ao modo Ricce de escrever, o modo como a Meyer e toda essa gama de livros sobre vampiros modernos tentam escrever, e o conto quase acaba caindo num patamar de "Relações de Sangue" e os livros do Vianco.
perdão por possiveis ofensas ao expressar minha opinião, mesmo porque esta melhor do que algo de minha autoria, e nada mais que isso.
E legal o novo layout, deve ser esse o nome, muito mais "comtemporaneo/moderno", o que me traz a memoria a Lynx kkk
Apolo, eu não sou nada familiarizada com vampiros.. foi minha primeira tentativa (como informei ao fim do conto), mas não me sinto ofendida ne
ResponderExcluirm nada com o seu comentário - pelo contrário! Não sei se posso concordar com a referência de autores que você deu porque nunca li nenhum.. sendo assim, vc pode perceber meu completo conhecimento em vampiro, né? HAUHAUAH Esse final eu meio que tomei porque descobri o lance todo de carniçal e afins que existe em Vampiro A Máscara, talvez por isso role uma congruência com outras obras...
Olá, Lidia!
ResponderExcluirAcabei a leitura neste exato minuto, e pensei em deixar alguns comentários por aqui. Acho que está está seguindo um caminho interessante. Gostei do que li e vou destacar alguns pontos, tudo bem?
Logo de cara o que me chamou a atenção foi o modo como você estruturou o texto. Tive a impressão de que cada parágrafo da primeira parte foi pensado como uma cena, como se entre os parágrafos houvesse uma pausa (ou um corte). Não pude deixar de lembrar de um extra de uma edição do CLUBE DA LUTA em DVD que mostra como o diretor optou por colocar um filtro escuro que "abria" e "fechava" durante um diálogo (o extra mostrava a mesma cena sem o filtro e, claro, sem a mesma força). Essa opção afasta o texto da linearidade e dá um toque de prosa poética. Para alguns leitores, porém, existe o efeito colateral de essa estrutura exigir um pouco mais de "participação" (a leitura deve ser mais atenta e é preciso imaginar "ativamente" cada fragmento). Dessa forma, o que você ganha em estilo você acaba precisando sacrificar em coesão (também costumo fazer isso em alguns dos meus textos, mesmo sabendo que nem todos conseguirão ler o texto de uma tacada só).
Gostei também da linguagem, você criou trechos bem fortes, especialmente na segunda parte, quando as descrições vão cedendo mais espaço para a narrativa (em vez de decupar as descrições, você foca mais na ação conforme o desfecho se aproxima).
Esse é um conto que deve ser relido, eu acho, pois há mais de uma camada de leitura. O enredo, ao meu ver, fica em segundo plano, sob a camada da linguagem. Fiz uma leitura para observar seu trabalho com a língua e outro para tirar dúvidas do enredo.
Gostaria de ler outros dos seus contos, inclusive seu segundo conto vampírico, que entrará na vaga deste. Se puder, indique-me outros aqui do blog.
Beijos!